28 maio, 2013

28 de maio – Dia de Combate à Mortalidade Materna
 
 
Vocês sabiam que 28 de maio é o Dia de Combate à Mortalidade Materna?  A data é dedicada a promover debates públicos sobre o problema das mortes maternas e os direitos das mulheres.
As mortes maternas podem ser resultado de complicações que surgem durante a gravidez, o parto ou o puerpério (período de até 42 dias após o parto), decorrentes de intervenções, omissões, tratamento incorreto. Por exemplo: pressão alta (comum durante a gestação), hemorragias, infecção  e anormalidades da contração uterina.
Por isso, o pré-natal é tão importante, tanto para a saúde do bebê como para a da mãe. Se todas as mães fizessem o pré-natal, com consultas regulares ao médico e realização de exames indicados na gravidez, muitas mortes seriam evitadas.

Dados sobre mortalidade materna- De acordo com o relatório "Tendências sobre a Mortalidade Materna: 1990 a 2010" da ONU, nesse período, as mortes maternas em todo o mundo diminuíram de 543 mil para 287 mil por ano. Nesses 20 anos o Brasil reduziu pela metade as mortes maternas (51%), um índice superior às médias mundial (47%) e latino-americana (41%), mas ainda insuficiente para alcançar a meta número 5 dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, que estabelece uma redução de 75% em relação aos dados de 1990.
A taxa de mortalidade infantil no Brasil teve redução recorde na última década, entre 2000 e 2010, e chegou a 15,6 mortes de bebês de até um ano de idade por mil nascidos vivos, segundo dados do Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
 
No ranking mundial, o Brasil ocupa a 65ª posição com 140 mortes maternas por 100.000 nascidos vivos(n.v.). Países com níveis de pobreza maiores que o nosso, como Uruguai e Cuba tem coeficientes menores que 30/100.000 n.v. (OMS,1987).
 
 
Programas - O principal programa do governo federal de assistência às grávidas e  ao bebê é o Rede Cegonha (LINK), criado em 2011. O programa tem a adesão de 4.729 municípios brasileiros. Foram criados 348 leitos neonatais e requalificados mais 86 em 2011. A previsão é habilitar outros 350 novos leitos neonatal ainda este ano. Atualmente, o Brasil conta com 3.973 de UTI Neonatal e 2.249 leitos de UTI Pediátrico. Estima-se que 91,5% do total de gestantes usuárias do SUS serão atendidas pelo programa.
A  Política Nacional de Aleitamento Materno também tem conseguido ampliar as taxas de aleitamento materno de forma significativa e contribuído efetivamente para que o País atinja as metas internacionais. Nas capitais brasileiras e no Distrito Federal, o tempo médio de aleitamento materno aumentou em um mês e meio entre 1999 a 2008.
http://www.turminha.mpf.gov.br/direitos-das-criancas/saude/turminha-conversa-sobre-drogas-na-infancia-e-adolescencia

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