21 junho, 2012

Álbum de fotografias da Rio + 20


Cerimônia do hasteamento das bandeiras da ONU, Brasil e Rio + 20, no Riocentro.

O hasteamento da bandeira das Nações Unidas no Riocentro, na Barra da Tijuca, no Rio, ocorrido no dia  5 de junho. Marcou oficialmente a transferência da responsabilidade sobre o local para a ONU. O Riocentro abrigou, à partir do dia 13, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.
A ONU ficará responsável pelo espaço até o dia 23 deste mês, dia seguinte ao término do evento. Isso significa que, durante a conferência da ONU, o Riocentro será território internacional. Qualquer ocorrência criminal dentro do espaço, por exemplo, será resolvida primeiro pela polícia da ONU, que inclui agentes de vários países do mundo.
“É uma cerimônia simbolicamente importante porque faz parte das regras diplomáticas de entrega da soberania deste pedaço do Brasil para as Nações Unidas, exatamente como se fosse a sede da ONU em Nova Iorque”, disse Giancarlo Summa, vice porta-voz da Rio+20.
A polícia da ONU ficará responsável pela segurança interna do Riocentro, que sediará centenas de seminários, além da reunião de chefes de estado e governo. O Exército ficará responsável por toda a segurança do perímetro externo, incluindo as entradas do Riocentro, e a Aeronáutica se encarregará do controle do espaço aéreo na região, não permitindo o sobrevoo de aeronaves civis durante a realização da Rio+20.
Autoria do texto:
 Instituto Chico Mendes- MMA- http://www.icmbio.gov.br/blogrio/?p=219-Fonte Agência Brasil
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Nossa Presidenta Dilma Rousseff com os chefes de Estado na foto oficial do Rio + 20


Embaixador e Negociador chefe do Brasil Luiz Alberto Figueiredo Machado e o secretário-geral das Nações Unidas (ONU) para a Rio+20  o embaixador chinês Sha Zukang


Presidenta Dilma Rousseff cumprimentando O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon




O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, abriu oficialmente no dia 20 de junho a reunião dos chefes de Estado e de governo na Rio + 20
Foto: Daniel Ramalho/Terra

Poesia de Machado de Assis

Círculo Vicioso

Bailando no ar, gemia inquieto vaga-lume:
- "Quem me dera que fosse aquela loura estrela,
Que arde no eterno azul, como uma eterna vela!"
Mas a estrela, fitando a lua, com ciúme:

- "Pudesse eu copiar o transparente lume,
Que, da grega coluna à gótica janela,
Contemplou, suspirosa, a fronte amada e bela!"
Mas a lua, fitando o sol, com azedume:

- "Mísera! tivesse eu aquela enorme, aquela
Claridade imortal, que toda a luz resume!"
Mas o sol, inclinando a rútila capela:

- "Pesa-me esta brilhante auréola de nume...
Enfara-me esta azul e desmedida umbela...
Porque não nasci eu um simples vaga-lume?


Vocabulário
 gótica: designação de um tipo de arte (a arte dos godos), que marcou a arquitetura essencialmente religiosa da Idade Média.
 rútila: muito brilhante
capela: aqui empregda em seu sentido original, ou seja, "pequena capa"
auréola: qualquer círculo luminoso que rodeia um objeto.
nume: relativo aos deuses, às divindades; auréola de nume= auréola divina.
enfara-me: aborrece-me, enfada-me.
umbela: qualquer objeto com a forma semelhante à de um guarda-chuva; no caso, trata-se de uma referência à "azul e desmedida" abóbada celeste
21 de junho de 1839 nasceu o grande escritor Machado de Assis



Biografia
       
Machado de Assis (Joaquim Maria M. de A.), jornalista, contista, cronista, romancista, poeta e teatrólogo, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 21 de junho de 1839, e faleceu também no Rio de Janeiro, em 29 de setembro de 1908. É o fundador da Cadeira nº. 23 da Academia Brasileira de Letras. Velho amigo e admirador de José de Alencar, que morrera cerca de vinte anos antes da fundação da ABL, era natural que Machado escolhesse o nome do autor de O Guarani para seu patrono. Ocupou por mais de dez anos a presidência da Academia, que passou a ser chamada também de Casa de Machado de Assis.

Filho do operário Francisco José de Assis e de Maria Leopoldina Machado de Assis, perdeu a mãe muito cedo, pouco mais se conhecendo de sua infância e início da adolescência. Foi criado no morro do Livramento. Sem meios para cursos regulares, estudou como pôde e, em 1854, com 15 anos incompletos, publicou o primeiro trabalho literário, o soneto "À Ilma. Sra. D.P.J.A.", no Periódico dos Pobres, número datado de 3 de outubro de 1854. Em 1856, entrou para a Imprensa Nacional, como aprendiz de tipógrafo, e lá conheceu Manuel Antônio de Almeida, que se tornou seu protetor. Em 1858, era revisor e colaborador no Correio Mercantil e, em 60, a convite de Quintino Bocaiúva, passou a pertencer à redação do Diário do Rio de Janeiro. Escrevia regularmente também para a revista O Espelho, onde estreou como crítico teatral, a Semana Ilustrada e o Jornal das Famílias, no qual publicou de preferência contos.

O primeiro livro publicado por Machado de Assis foi a tradução de Queda que as mulheres têm para os tolos (1861), impresso na tipografia de Paula Brito. Em 1862, era censor teatral, cargo não remunerado, mas que lhe dava ingresso livre nos teatros. Começou também a colaborar em O Futuro, órgão dirigido por Faustino Xavier de Novais, irmão de sua futura esposa. Seu primeiro livro de poesias, Crisálidas, saiu em 1864. Em 1867, foi nomeado ajudante do diretor de publicação do Diário Oficial. Em agosto de 69, morreu Faustino Xavier de Novais e, menos de três meses depois (12 de novembro de 1869), Machado de Assis se casou com a irmã do amigo, Carolina Augusta Xavier de Novais. Foi companheira perfeita durante 35 anos. O primeiro romance de Machado, Ressurreição, saiu em 1872. No ano seguinte, o escritor foi nomeado primeiro oficial da Secretaria de Estado do Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, iniciando assim a carreira de burocrata que lhe seria até o fim o meio principal de sobrevivência. Em 1874, O Globo (jornal de Quintino Bocaiúva), em folhetins, o romance A mão e a luva. Intensificou a colaboração em jornais e revistas, como O Cruzeiro, A Estação, Revista Brasileira (ainda na fase Midosi), escrevendo crônicas, contos, poesia, romances, que iam saindo em folhetins e depois eram publicados em livros.

 Uma de suas peças, Tu, só tu, puro amor, foi levada à cena no Imperial Teatro Dom Pedro II (junho de 1880), por ocasião das festas organizadas pelo Real Gabinete Português de Leitura para comemorar o tricentenário de Camões, e para essa celebração especialmente escrita. De 1881 a 1897, publicou na Gazeta de Notícias as suas melhores crônicas. Em 1880, o poeta Pedro Luís Pereira de Sousa assumiu o cargo de ministro interino da Agricultura, Comércio e Obras Públicas e convidou Machado de Assis para seu oficial de gabinete (ele já estivera no posto, antes, no gabinete de Manuel Buarque de Macedo). Em 1881 saiu o livro que daria uma nova direção à carreira literária de Machado de Assis - Memórias póstumas de Brás Cubas, que ele publicara em folhetins na Revista Brasileira de 15 de março a 15 de dezembro de 1880.

Revelou-se também extraordinário contista em Papéis avulsos (1882) e nas várias coletâneas de contos que se seguiram. Em 1889, foi promovido a diretor da Diretoria do Comércio no Ministério em que servia.
Grande amigo de José Veríssimo, continuou colaborando na Revista Brasileira também na fase dirigida pelo escritor paraense. Do grupo de intelectuais que se reunia na Redação da Revista, e principalmente de Lúcio de Mendonça, partiu a idéia da criação da Academia Brasileira de Letras, projeto que Machado de Assis apoiou desde o início. Comparecia às reuniões preparatórias e, no dia 28 de janeiro de 1897, quando se instalou a Academia, foi eleito presidente da instituição, à qual ele se devotou até o fim da vida.

A obra de Machado de Assis abrange, praticamente, todos os gêneros literários. Na poesia, inicia com o romantismo de Crisálidas (1864) e Falenas (1870), passando pelo Indianismo em Americanas (1875), e o parnasianismo em Ocidentais (1901). Paralelamente, apareciam as coletâneas de Contos fluminenses (1870) e Histórias da meia-noite (1873); os romances Ressurreição (1872), A mão e a luva (1874), Helena (1876) e Iaiá Garcia (1878), considerados como pertencentes ao seu período romântico. A partir daí, Machado de Assis entrou na grande fase das obras-primas, que fogem a qualquer denominação de escola literária e que o tornaram o escritor maior das letras brasileiras e um dos maiores autores da literatura de língua portuguesa.

A obra de Machado de Assis foi, em vida do Autor, editada pela Livraria Garnier, desde 1869; em 1937, W. M. Jackson, do Rio de Janeiro, publicou as Obras completas, em 31 volumes. Raimundo Magalhães Júnior organizou e publicou, pela Civilização Brasileira, os seguintes volumes de Machado de Assis: Contos e crônicas (1958); Contos esparsos (1956); Contos esquecidos (1956); Contos recolhidos (1956); Contos avulsos (1956); Contos sem data (1956); Crônicas de Lélio (1958); Diálogos e reflexões de um relojoeiro (1956). Em 1975, a Comissão Machado de Assis, instituída pelo Ministério da Educação e Cultura e encabeçada pelo presidente da Academia Brasileira de Letras, organizou e publicou, também pela Civilização Brasileira, as Edições críticas de obras de Machado de Assis, em 15 volumes, reunindo contos, romances e poesias desse escritor máximo da literatura brasileira

Autoria do texto: Academia Brasileira de Letras
Visitem o site da Academia Brasileira de Letras: www.academia.org.br

20 junho, 2012

Rio + 20 o que é?

Atenção estudantes! Assistam este vídeo! Ele contém interessante definição do que é a Rio + 20. A linguagem é didática e bastante acessível para todas as idades. Aproveitem!

Vídeo da TV NBR com o Embaixador André Corrêa do Lago- Negociador Chefe do Brasil para a Rio+20


Rio + 20

Ainda há esperanças. Com entendimento,  amor e solidariedade.
                              
Sirlene C. Costa
                              
“ Não podemos desesperar dos homens, pois nós mesmos somos homens."
Albert Einstain           


O Documento final da Rio+20 poderá ser modificado por líderes mundiais, disse Gilberto Carvalho ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República.

Bom dia, amigos leitores do exterior! Bom dia amado Brasil!
Bom dia para todos os irmãos de pátria que visitam o Blog da Biblioteca infantil Grandes Autores!

Nos convida a sérias reflexões, este importante momento que estamos vivendo com a Rio + 20 e com o documento aprovado ontem pelos 193 países membros da Organização das Nações Unidas (ONU).
 O texto final,  elaborado por embaixadores e que será entregue aos chefes de Estado hoje, não estabelece objetivos de desenvolvimento sustentável, como a sociedade civil esperava.
Entre os pontos de divergência do documento está a questão do fortalecimento do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), já que alguns países defendiam a sua elevação ao status de agência, o que não foi acertado. Apesar de alguns países terem demonstrado descontentamento com alguns pontos, afirma o Nikhil Chandavarkar, chefe de Comunicações da ONU na Rio +20, que foi aprovado o documento final.
 Porém,  ainda há esperanças. O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse que o texto final apresentado ontem (19) pelos negociadores ainda poderá ser modificado pelos chefes de Estado e de Governo, que se reúnem a partir de hoje no Rio Centro.

“A crítica da sociedade civil deverá ser levada em consideração. Não vamos dar este texto por definitivo. É um texto-base. Haverá ainda muita discussão e as críticas são importantes para contribuir para este debate. Muita água ainda vai rolar. Muita coisa vai acontecer. Os chefes de Estado não vêm aqui só para assinar. Pode haver mudanças. O que vai acontecer nos próximos três dias não é apenas um ritual de passagem”, disse Carvalho.

Segundo o ministro, a decisão de promover a Rio+20 este ano, apesar do cenário econômico internacional desfavorável, foi acertada. “Não posso enxergar fracasso. É preciso que se olhe para o conjunto do processo”.

Carvalho destacou ainda o sucesso da Cúpula dos Povos, que reúne no Aterro do Flamengo integrantes da sociedade civil, de praticamente todo o Brasil e de diversos países. Segundo ele, diariamente passam pelo local 35 mil pessoas, como visitantes ou participantes dos debates distribuídos entre as 50 tendas. No total, estão programadas até o fim do evento 1.011 atividades na cúpula.

Ao todo, a sociedade civil está apresentando 30 projetos para apreciação dos chefes de Estado e de Governo.

Espero que hoje, nos sejam apresentados horizontes, por parte  dos líderes mundiais.
Fontes:  http://www.brasil.gov.br/noticias/arquivos/2012/06/19/brasil-entrega-documento-final-da-rio-20   e
Vladimir Platonow Agência Brasilhttp://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-06-19/documento-final-da-rio20-podera-ser-modificado-por-lideres-mundiais-diz-gilberto-carvalho

19 junho, 2012

A Ética do uso da água doce:
um levatamento.
                         
A PROTEÇÃO DA ÁGUA



.A água suja não pode ser lavada..
(Provérbio da África Ocidental)

Ecologia

A água é o sangue do nosso planeta: ela é fundamental para a
bioquímica de todos os organismos vivos. Os ecossistemas da terra
são sustentados e interligados pela água, que promove o crescimento
da vegetação e oferece um habitat permanente a muitas espécies,
inclusive cerca de 8.500 espécies de peixe, sustentando áreas de
reprodução ou abrigo temporário para outras, tais como a maior
parte das 4.200 espécies de répteis e de anfíbios descritas até agora.

Esses ecossistemas proporcionam segurança ambiental à
humanidade, produzindo alimentos como o peixe, além de remédios
e produtos de madeira, serviços - como proteção contra inundações
e melhoria da qualidade da água - e a biodiversidade.

O século 20 tem testemunhado um crescimento demográfico
sem precedentes: espera-se que a população mundial, que em 1999
era de 6 bilhões, chegue a 7,9 ou 9,1 bilhões de pessoas em 2025.
Em conseqüência, a demanda de água para uso doméstico, industrial
e agrícola também tem crescido rapidamente. A quantidade de água
usada pelas pessoas varia, mas tende a aumentar com o padrão de
vida. De modo geral, considera-se que 100 litros por pessoa por dia
é o nível mínimo de consumo pessoal. No entanto, segundo o Banco
Mundial, quando incluímos o uso agrícola e industrial da água, os
países com um consumo inferior a 1.700 metros cúbicos por pessoa
por ano são considerados sob tensão no que respeita ao uso da
água, e os que têm um consumo de menos de 1.000 metros cúbicos
estão sofrendo escassez. Devido à falta de correspondência espacial
entre a população e os recursos aqüíferos disponíveis, estava
previsto que no ano 2000 doze países africanos com uma população
total de cerca de 250 milhões estariam sob severa tensão no seu
suprimento de água. Dez outros países, com uma população total
de 1,1 bilhão . ou seja, dois terços da população da África ., estariam
sofrendo tensão semelhante no ano 2025, enquanto quatro deles
(Quênia, Ruanda, Burundi e Malaui) deverão enfrentar uma crise
extrema no seu suprimento de água.

Em uma situação de tal forma catastrófica, a simples
administração do recurso água, para que as pessoas tenham o que
beber, parece uma tarefa imensa . para não falar na agricultura e na
indústria; sob esta luz, o fornecimento de água para outros fins, tais
como o meio ambiente, recebe uma baixa prioridade. Com efeito, a
situação é apresentada muitas vezes como um conflito entre
demandas competitivas, como se estivéssemos diante de uma opção
entre a água para a população e para a vida selvagem. Ora, isso não
leva em conta os benefícios indiretos que os ecossistemas sadios
proporcionam à humanidade.

Continua em próxima postagem.
                                       
Autoria do texto: Livro A Ética do uso da água doce: um levantamento- Lord Selborne-Série Meio Ambiente e desenvolvimento- Vol. 3-Edições UNESCO Brasil-Opções de leitura deste texto completo:http://unesdoc.unesco.org/images/0012/001271/127140por.pdf


Rio + 20

Carlos Drummond de Andrade, sua poesia de exortação em defesa da vida.

Sem o lirismo das orquídeas,
Sem o charme decorativo das samambaias,
Nua de liquens e bromélias do litoral,
A mata da Caratinga, protegida dos ventos,
Espera de nós
A proteção maior contra o machado,
A serra mecânica, o fogo.

De cada cem árvores antigas
Restam cinco testemunhas acusando
O inflexível carrasco secular.
Restam cinco, não mais. Resta o fantasma
Da orgulhosa floresta primitiva.

Na mata de caratinga,
Tem paca, tem capivara,
Tem anta e mais jacutinga,
Tem silêncio tem arara,
E nas ramarias densas
De suas copas imensas,
Paira um segredo mineiro
Que dura um século inteiro...

Uma espuma de azul bóia nas névoas da altura,
Um resto de sonho perdura na resina dos caules.
Manhã-quase-manhã, a terra acorda
Do seu sono de perfumes e lianas.

No esforço de fugir à mata obscura,
Bromélias em família buscam luz
E em suas folhas uma gota d'água,
Puro diamante líquido, reluz.

Do japuaçu
No alto da embaúba
Me deixa intrigado.
Ele ri de Quê?
Da mão que derruba
Seu ninho cuidado?
Vou adivinhar:
Se a ave ri, coitada.
É que, por destino,
Não sabe chorar.

A água serpeia entre musgos seculares
Leva um recado de existência a homens surdos
E vai passando, vai dizendo
Que esta mata em redor é nossa companheira,
É pedaço de nós florescendo no chão.

Que rumor é esse na mata?
Por que se alarma a natureza?
Ai...é a moto-serra que mata,
Cortante, oxigênio e beleza.

Não, não haverá para os ecossistemas aniquilados
Dia seguinte.
O ranúnculo da esperança não brota
No dia seguinte.
O vazio da noite, o vazio de tudo
Será o dia seguinte.

13 junho, 2012


A presidenta Dilma Rousseff afirmou no dia 4 de abril de 2012, que o Brasil deve propor na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, um novo paradigma de crescimento que seja realista, e não fantasioso, levando em conta a realidade de outros países que, ao contrário do Brasil, não têm os recursos necessários para implementar uma matriz energética predominantemente renovável e limpa.

“Temos uma missão até mais difícil, que é propor um novo paradigma de crescimento, que não pareça a alguns absurdamente etéreo ou fantasioso. Porque ninguém numa conferência aceita discutir a fantasia, ela não tem espaço para a fantasia, eu não estou falando da utopia, essa aí até pode ter, eu estou falando da fantasia. Eu tenho que explicar para as pessoas como é que elas vão comer, como é que elas vão ter acesso a água e energia. Eu não posso falar que é possível só com energia eólica iluminar o planeta, não é. Só com energia solar, de maneira alguma. Por isso é que tem que ter base científica a nossa discussão”
Segundo a presidenta, que participou no Palácio do Planalto de reunião ordinária do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, a discussão das propostas sobre desenvolvimento sustentável na Rio+20 não pode ignorar o fato de que há milhões de pessoas sem as condições básicas de vida.

“Eu tenho que entender que eu não faço proposta, e essa é responsabilidade do Brasil, só para si mesmo, olhando para o seu próprio umbigo. Nós teremos de fazer propostas encarando o mundo, encarando o fato de que tem milhões e milhões de pessoas sem as condições mínimas de vida”.
De acordo com a presidenta, o Brasil tem que ter uma postura de liderança na Rio+20, por ser um exemplo para o mundo na produção de energia renovável. Mas por outro lado, segundo Dilma, o Brasil também deve ter uma postura humilde e entender que outros países terão dificuldades em executar mudanças na sua matriz energética.

“Temos de ter uma dupla atitude em relação a Rio+20, por um lado nós temos que ser a liderança de dizer que pode fazer porque é possível fazer, porque nós fizemos, e falar além disso com humildade, que nós temos de fazer mais, mas de outro lado, temos que entender que alguns países têm grandes problemas para dar saltos”.A reunião do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, que tem como função gerenciar a incorporação das questões sobre mudanças climáticas nas diversas etapas das políticas públicas, teve a presença dos ministros do Meio Ambiente, Izabella Teixeira; da Casa Civil, Gleisi Hoffmann; e de Relações Exteriores, Antonio Patriota; além de representantes da indústria, dos sindicatos, de organizações não-governamentais e de universidades. O secretário-executivo do fórum, Luiz Pinguelli Rosa, também esteve presente.
Autoria do texto e imagens: Blog do Planato:http://blog.planalto.gov.br


Presidenta Dilma Rousseff afirma que Rio+20 não terá espaço para discutir fantasia
Presidenta Dilma Rousseff durante reunião do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, no Palácio do Planalto. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Solidariedade

Momento da poesia

Mãos dadas (Poema da obra Sentimento do mundo), de Carlos Drummond de Andrade


Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, do tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.
Os idosos merecem muito carinho e respeito


Estatuto do idoso

 Estatuto do Idoso, regula os direitos assegurados às pessoas com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos.

        Art. 2o O idoso goza de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-se-lhe, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, para preservação de sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual, espiritual e social, em condições de liberdade e dignidade.

        Art. 3o É obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária.
Rio + 20
Que haja muita paz, harmonia e soluções efetivas nas conversações em prol da economia verde inclusiva e do desenvolvimento sustentável para todas as nações.

12 junho, 2012

12 de junho- Dia dos namorados
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa dizer do meu amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Vinicius de Moraes
Dedico este lindo poema para o meu amor Marcos B. da Silva




Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI) lançou hoje, 12 de junho – Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil – durante cerimônia às 9h, no Salão Negro do Ministério da Justiça, em Brasília, a campanha Vamos Acabar com o Trabalho Infantil – Em Defesa dos Direitos Humanos e da Justiça Social.
O evento reuniu autoridades dos Ministérios do Trabalho e Emprego, Desenvolvimento Social, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e da Organização Internacional do Trabalho (OIT), além de deputados e senadores da Frente Parlamentar de Defesa dos Direitos da Criança, e teve a participação de crianças e adolescentes e representantes das entidades parceiras.
Dentre essas entidades está a Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil (Conaeti) criada pelo Ministério do Trabalho e Emprego em 2002 e composta por 31 integrantes do Governo Federal, dos trabalhadores, dos empresários e da sociedade civil. A Conaeti tem, dentre algumas das suas atribuições, a missão de elaborar propostas para a regulamentação das Convenções 138 e 182 da OIT e criar um Plano Nacional de Combate ao Trabalho Infantil.

Censo 2010

Durante o lançamento da campanha houve a apresentação de dados do Censo 2010 sobre a ocorrência do trabalho infantil no Brasil, com detalhamento de informações em nível federal, dos estados e também dos municípios onde este problema ainda é identificado.
As manifestações no Brasil são coordenadas pelo Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil, em parceria com os fóruns estaduais de prevenção e erradicação do trabalho infantil, que promoverão em seus territórios atividades paralelas ao longo da semana em torno da data. Também apoiam a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e 79 entidades representativas dos empregadores, trabalhadores, governo federal, operadores do Direito e organizações não governamentais.

Dados da OIT

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho, no mundo existem 215 milhões de crianças vítimas do trabalho infantil e mais da metade delas estão envolvidas em suas piores formas. Para a OIT, ao entrar no mercado de trabalho prematuramente essas crianças são privadas da educação e capacitação necessária para que elas, suas famílias e suas comunidades saiam do ciclo de pobreza em que se encontram.

A OIT também alerta que as crianças que são vítimas das piores formas de trabalho infantil se encontram expostas a maus tratos físicos, psicológicos e morais que podem causar-lhes danos para o resto de suas vidas.

 (Redação: Heli Espíndola, Comunicação/SCDC)

Leia mais em: http://www.fnpeti.org.br/destaque/lancamento-da-campanha-do-dia- Leia mais em: http://www.fnpeti.org.br/destaque/lancamento-da-campanha-do-dia-contra-o-trabalho-infantil-sera-realizado-em-brasilia



No Dia contra o Trabalho Infantil, OIT alerta: 215 milhões de crianças trabalham no mundo
                    
Após uma década de celebração do Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, neste 12 de junho, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) alerta que ainda persiste uma grande disparidade entre a ratificação das Convenções e as ações de combate dos Governos. A informação é detalhada no relatório “Combater o trabalho infantil: do compromisso à ação”. As estimativas mostram que 215 milhões de crianças trabalhadoras no mundo, sendo que cinco milhões estão presas em trabalhos forçados, inclusive em condições de exploração comercial para fins sexuais e servidão por dívidas.

Em comemoração à data, sob o tema “Direitos Humanos e Justiça Social… Vamos acabar com o trabalho infantil”, serão realizados eventos em mais de 50 países envolvendo governos, empregadores, trabalhadores, as Nações Unidas, organizações não governamentais e da sociedade civil. As iniciativas envolvem desde debates de alto nível, eventos midiáticos, campanhas de sensibilização e manifestações culturais.

“Não existe lugar para a complacência quando 215 milhões de crianças continuam trabalhando para sobreviver e mais da metade delas estão expostas às piores formas de trabalho infantil, incluindo a escravidão e a participação em conflitos armados. Não podemos permitir que a erradicação do trabalho infantil retroceda entre as prioridades da agenda de desenvolvimento. Todos os países deveriam esforçar-se para alcançar este objetivo, individual e coletivamente”, declarou o Diretor-Geral da OIT, Juan Somavia.

Embora a atual situação seja preocupante, a OIT reconhece os progressos alcançados nos últimos anos, tais como o aumento da lista de países que estabelecem planos nacionais para combater o trabalho infantil, as novas legislações adotadas contra a prostituição/pornografia infantil, o incremento na cooperação internacional e na assistência mútua entre os Estados-Membros, sobretudo no que se refere ao tráfico de pessoas.
A OIT espera que suas Convenções sobre trabalho infantil atinjam a ratificação universal em 2015.
Mais informações sobre as atividades do Dia Mundial contra o Trabalho Infantil e veja informações sobre o relatório Combater o trabalho infantil: do compromisso à ação, Em: http://www.onu.org.br/no-dia-contra-o-trabalho-infantil-oit-alerta-215-milhoes-de-criancas-trabalham-no-mundo/