22 abril, 2012

Descobrimento do Brasil

O descobrimento do Brasil



Havia um acordo entre os reis de Portugal e da Espanha sobre as terras das Américas, conhecidas naquele tempo como Novo Mundo: parte pertenceria a Portugal e parte ficaria com a Espanha. Era o chamado Tratado de Tordesilhas, assinado em 20 de junho de 1494. Segundo ele, haveria uma linha de demarcação que passaria a 370 léguas a oeste das ilhas de Cabo Verde, na África. As terras descobertas que ficassem a leste dessa linha seriam dos portugueses, e as que ficassem a oeste pertenceria a Espanha.
Portanto, quando a frota de Cabral aportou na costa do atual Estado da Bahia, estava iniciando o processo de dominação de Portugal apoiado no Tratado de Tordesilhas.


Eles chegaram pelo mar em dez naus e três caravelas

Oficialmente, o Brasil foi descoberto a 22 de abril de 1500, quando a esquadra comandada pelo almirante Pedro Alvares Cabral, constituída de dez naus e três caravelas e com uma tripulação composta por 1.200 homens, que deveria ter seguido a rota das Índias (Dirigiam-se para a Índia na Ásia, onde pretendiam comprar especiarias para revender com grande lucro quando retornassem à sua terra), fundeou às costas do atual estado da Bahia e chegou nas alvas praias de Porto Seguro, no Sul da Bahia. Pedro Álvares Cabral grarantiu a posse destas terras para o rei de Portugal. Terras que hoje fazem parte do território brasileiro.

A Descoberta

Cabral acreditou que havia descoberto apenas uma ilha e denominou-a de Ilha de Vera Cruz. Depois ante a verificação de que se tratava de um verdadeiro continente, passou a ser chamada de Terra de Santa Cruz. Mais tarde, os primeiros exploradores constataram a existência de uma qualidade de árvore, da qual podia ser extraída determinada tinta de larga aplicação na época. Era conhecida esta árvore por "pau-brasil". Foi dessa árvore que se originou o nome de nosso país.
Os navegantes portugueses encontraram muitas pessoas, que foram chamadas por eles de índios, habitando nessas terras, mas não os reconheceram como seus verdadeiros donos.
A esse período da nossa história, chamamos de Período Colonial Brasileiro, porque as terras encontradas passaram a ser colônia do reino português.
Era um dia como qualquer outro para os índios Tupis que habitavam o litoral. Mas, de repente, deixou de ser. O que podem ter sentido quando viram no mar estranhas canoas se aproximando? Nunca tinham visto canoas daquele tamanho. Os barcos, as roupas, as botas, a barba dos marinheiros, as espadas e as armas de fogo, enfim, tudo o que os portugueses traziam consigo era novo, diferente e estranho aos olhos dos índios. Os índios também pareciam esquisitos para os que acabavam de chegar. Por que aquele bando de gente andava sem roupas? Que língua estranha era aquela, que nenhum dos recém-chegados conseguia entender? Que faziam esses homens nesta terra "abandonada", sem contato com o resto do mundo? Com o tempo, os portugueses aprenderam a identificá-los muito bem: eram os bugres, os gentios, os índios.
O contato entre os portugueses e os índios despertaram curiosidade dos dois lados. Para o índio, aqueles homens eram diferentes, de pele branca, com roupas pesadas e belos enfeites. Por sua vez, os europeus viam os nativos com uma mistura de encantamento e

A Primeira missa
Os índígenas começaram a tomar conhecimento da fé dos portugueses ao assistirem a Primeira Missa rezada por Frei Henrique, de Coimbra, em 26 de abril de 1500. A cruz foi plantada no solo do novo domínio português, que recebera naquele momento, o nome de Ilha de Vera Cruz. Logo depois de realizada a missa, a frota de Cabral rumou a Índia, seu objetivo final, mas enviou um dos navios de volta a Portugal com uma carta de Pero Vaz de Caminha informando ao rei  D. Manuel sobre a conquista das novas terras.

A Carta de Pero Vaz de Caminha
Pero Vaz de Caminha (1437-1500) compôs a frota dirigida por Pedro Álvares Cabral. Na qualidade de escrivão desta referida frota. Nasceu no Porto e faleceu em Calecut, na Índia. Coube a ele redigir uma carta ao rei Dom. Manuel I datada de 1 de maio de 1500 comunicando-lhe sobre o "achamento" da terra brasileira.
Nesta carta Pero Vaz de Caminha relatou com detalhes a paisagem do liltoral do nordeste brasileiro em 1500, os índios que habitavam e os primeiros contatos entre portugueses e indígenas. É um das principais fontes históricas sobre o Descobrimento do Brasil.

Trechos da carta de Pero Vaz de Caminha

Carta a El Rei D. Manuel

Senhor, posto que o Capitão-mor desta Vossa frota, e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza a notícia do achamento desta Vossa terra nova, que se agora nesta navegação achou, não deixarei de também dar disso minha conta a Vossa Alteza, assim como eu melhor puder, ainda que -- para o bem contar e falar -- o saiba pior que todos fazer! Todavia tome Vossa Alteza minha ignorância por boa vontade, a qual bem certo creia que, para aformosentar nem afear,aqui não há de pôr mais do que aquilo que vi e me pareceu.

Da marinhagem e das singraduras do caminho não darei aqui conta a Vossa Alteza -- porque o não saberei fazer -- e os pilotos devem ter este cuidado. E portanto, Senhor, do que hei de falar começo: E digo quê: A partida de Belém foi -- como Vossa Alteza sabe, segunda-feira 9 de março. E sábado, 14 do dito mês, entre as 8 e 9 horas, nos achamos entre as Canárias, mais perto da Grande Canária. E ali andamos todo aquele dia em calma, à vista delas,obra de três a quatro léguas. E domingo, 22 do dito mês, às dez horas mais ou menos, houvemos vista das ilhas de Cabo Verde, a saber da ilha de São Nicolau, segundo o dito de Pero Escolar, piloto. Na noite seguinte à segunda-feira amanheceu, se perdeu da frota Vasco de Ataíde com a sua nau, sem haver tempo forte ou contrário para poder ser !

Fez o capitão suas diligências para o achar, em umas e outras partes. Mas... não apareceu mais ! E assim seguimos nosso caminho, por este mar de longo, até que terça-feira das Oitavas de Páscoa, que foram 21 dias de abril, topamos alguns sinais de terra, estando da dita Ilha -- segundo os pilotos diziam, obra de 660 ou 670 léguas -- os quais eram muita quantidade de ervas compridas, a que os mareantes chamam botelho, e assim mesmo outras a que dão o nome de rabo-de-asno. E quarta-feira seguinte, pela manhã, topamos aves a que chamam furabuchos.

Neste mesmo dia, a horas de véspera, houvemos vista de terra! A saber, primeiramente de um grande monte, muito alto e redondo; e de outras serras mais baixas ao sul dele; e de terra chã, com grandes arvoredos; ao qual monte alto o capitão pôs o nome de O Monte Pascoal e à terra A Terra de Vera Cruz! Mandou lançar o prumo. Acharam vinte e cinco braças. E ao sol-posto umas seis léguas da terra, lançamos ancoras, em dezenove braças -- ancoragem limpa. Ali ficamo-nos toda aquela noite. E quinta-feira, pela manhã, fizemos vela e seguimos em direitura à terra, indo os navios pequenos diante -- por dezessete, dezesseis, quinze, catorze, doze, nove braças -- até meia légua da terra, onde todos lançamos ancoras, em frente da boca de um rio. E chegaríamos a esta ancoragem às dez horas, pouco mais ou menos.

E dali avistamos homens que andavam pela praia, uns sete ou oito, segundo disseram os navios pequenos que chegaram primeiro. Então lançamos fora os batéis e esquifes. E logo vieram todos os capitães das naus a esta nau do Capitão-mor. E ali falaram.E o Capitão mandou em terra a Nicolau Coelho para ver aquele rio. E tanto que ele começou a ir-se para lá, acudiram pela praia homens aos dois e aos três, de maneira que, quando o batel chegou à boca do rio, já lá estavam dezoito ou vinte. Pardos, nus, sem coisa alguma que lhes cobrisse suas vergonhas. Traziam arcos nas mãos, e suas setas.

Vinham todos rijamente em direção ao batel. E Nicolau Coelho lhes fez sinal que pousassem os arcos. E eles os depuseram. Mas não pôde deles haver fala nem entendimento que aproveitasse, por o mar quebrar na costa. Somente arremessou-lhe um barrete vermelho e uma carapuça de linho que levava na cabeça, e um sombreiro preto. E um deles lhe arremessou um sombreiro de penas de ave, compridas, com uma copazinha de penas vermelhas e pardas, como de papagaio. E outro lhe deu um ramal grande de continhas brancas, miúdas que querem parecer de aljôfar, as quais peças creio que o Capitão manda a Vossa Alteza.

E com isto se volveu às naus por ser tarde e não poder haver deles mais fala, por causa do mar. À noite seguinte ventou tanto sueste com chuvaceiros que fez caçar as naus. E especialmente a Capitaina. E sexta pela manhã, às oito horas, pouco mais ou menos, por conselho dos pilotos, mandou o Capitão levantar ancoras e fazer vela. E fomos de longo da costa, com os batéis e esquifes amarrados na popa, em direção norte, para ver se achávamos alguma abrigada e bom pouso, onde nós ficássemos, para tomar água e lenha. Não por nos já minguar, mas por nos prevenirmos aqui.

E quando fizemos vela estariam já na praia assentados perto do rio obra de sessenta ou setenta homens que se haviam juntado ali aos poucos. Fomos ao longo, e mandou o Capitão aos navios pequenos que fossem mais chegados à terra e, se achassem pouso seguro para as naus, que amainassem. E velejando nós pela costa, na distância de dez léguas do sítio onde tínhamos levantado ferro, acharam os ditos navios pequenos um recife com um porto dentro, muito bom e muito seguro, com uma mui larga entrada. E meteram-se dentro e amainaram. E as naus foram-se chegando, atrás deles. E um pouco antes de sol-pôsto amainaram também, talvez a uma légua do recife, e ancoraram a onze braças. E estando Afonso Lopez, nosso piloto, em um daqueles navios pequenos, foi, por mandado do Capitão, por ser homem vivo e destro para isso, meter-se logo no esquife a sondar o porto dentro. E tomou dois daqueles homens da terra que estavam numa almadia: mancebos e de bons corpos. Um deles trazia um arco, e seis ou sete setas. E na praia andavam muitos com seus arcos e setas; mas não os aproveitou. Logo, já de noite, levou-os à Capitaina, onde foram recebidos com muito prazer e festa.

 A feição deles é serem pardos, um tanto avermelhados, de bons rostos e bons narizes, bem feitos. Andam nus, sem cobertura alguma. Nem fazem mais caso de encobrir ou deixa de encobrir suas vergonhas do que de mostrar a cara. Acerca disso são de grande inocência. ...Esta terra, Senhor, parece-me que, da ponta que mais contra o sul vimos, até à outra ponta que contra o norte vem, de que nós deste porto houvemos vista, será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas de costa. Traz ao longo do mar em algumas partes grandes barreiras, umas vermelhas, e outras brancas; e a terra de cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. De ponta a ponta é toda praia... muito chã e muito formosa. Pelo sertão nos pareceu, vista do mar, muito grande; porque a estender olhos, não podíamos ver senão terra e arvoredos -- terra que nos parecia muito extensa.

Até agora não pudemos saber se há ouro ou prata nela, ou outra coisa de metal, ou ferro; nem lha vimos. Contudo a terra em si é de muito bons ares frescos e temperados como os de Entre-Douro-e-Minho, porque neste tempo d'agora assim os achávamos como os de lá. Águas são muitas; infinitas. Em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo; por causa das águas que tem! Contudo, o melhor fruto que dela se pode tirar parece-me que será salvar esta gente. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. E que não houvesse mais do que ter Vossa Alteza aqui esta pousada para essa navegação de Calicute bastava. Quanto mais, disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja, a saber, acrescentamento da nossa fé!

E desta maneira dou aqui a Vossa Alteza conta do que nesta Vossa terra vi. E se a um pouco alonguei, Ela me perdoe. Porque o desejo que tinha de Vos tudo dizer, mo fez pôr assim pelo miúdo. E pois que, Senhor, é certo que tanto neste cargo que levo como em outra qualquer coisa que de Vosso serviço for, Vossa Alteza há de ser de mim muito bem servida, a Ela peço que, por me fazer singular mercê, mande vir da ilha de São Tomé a Jorge de Osório, meu genro -- o que d'Ela receberei em muita mercê.

Beijo as mãos de Vossa Alteza. Deste Porto Seguro, da Vossa Ilha de Vera Cruz, hoje, sexta-feira, primeiro dia de maio de 1500. Pero Vaz de Caminha.


Fonte:Leia a Carta de Pero Vaz de Caminha na íntegra em:http://objdigital.bn.br/Acervo_Digital/Livros_eletronicos/carta.pdf
Ministério da Cultura-Fundação Biblioteca Nacional Departamento Nacional do Livro

21 abril, 2012

Datas Comemorativas de Abril-Dia do Exército Brasileiro


19 de abril  Dia do Exército

Mesmo participando intensamente do presente e com os olhos postos no futuro, no dia de hoje, quando o Exército celebra seus 364 anos de existência, com elevado e sólido índice de confiança da sociedade brasileira, é indispensável ter consciência da extensão do caminho percorrido.
No Brasil do início do século XVII, havia um território ameaçado, carecendo deproteção; havia um sentimento de corresponsabilidade com a jovem Nação; e havia a grande vontade de um povo de se autodeterminar.
A Batalha dos Guararapes, em 19 de abril de 1648, representa o marco em que a vontade e a determinação superaram o material precário e as táticas de combate incipientes de um exército libertador, fazendo a diferença e abrindo o caminho para a vitória, que expulsaria o invasor estrangeiro. Desse conjunto de forças convergentes nasceu o Exército Brasileiro.
Fomos, portanto, gestados num ambiente de lutas, de sacrifícios e de orgulho nacional de um povo valente, traduzido pelo sentimento de patriotismo – código que se incorporou definitivamente no DNA da nossa gente.
A formação da nacionalidade brasileira tem a impressão digital da nossa Força. Chame o passado, em todos os seus momentos de crises e mudanças, e o Exército responderá “presente!”. Presentes estivemos na manutenção da unidade nacional, evitando-se a fragmentação; na demarcação definitiva de nossas fronteiras na independência da Colônia; no fim da escravidão; na proclamação da República; e na preservação da integridade do território brasileiro. Presentes estamos hoje, em mais de oitenta operações/dia, contribuindo com o desenvolvimento nacional, com a harmonia social e com o esforço pela paz mundial.
Como Instituição regular e permanente, o Exército tem sabido se adequar às diferentes situações, sem perder o foco da missão nem de seus valores. E, em decorrência das servidões que a Constituição Federal lhe impõe, se mantém atento à conjuntura e preparado com os meios de que dispõe.
O Exército, responsável pela defesa terrestre desta querida Nação Brasileira, se auto-impõe a
preservação de valores rígidos e ética manifestada em sóbrios comportamentos. Seus pilares de sustentação – hierarquia e disciplina – são amalgamados pelo sentimento de camaradagem próprio do Soldado. Tudo isso conforma nosso código de conduta e inspira confiança à sociedade – com quem mantemos pacto indissolúvel.
Ao longo de sua existência, o Exército tem se mantido unido e forte, principalmente pelos seus valores que conformam nossa identidade, dentre os quais destaco, no dia de hoje, os atributos da lealdade e da confiança.
Visualizo tempos desafiadores.
 O Brasil, cada vez mais, precisa do seu Exército com capacidade de dissuasão e pronta-resposta; e de sua tropa com autoestima elevada, honrada e respeitada. Como se sabe, a dissuasão, nas missões internas, provém desse conjunto de predicados intangíveis, e não da perspectiva inicial do uso da força. A dissuasão externa, para preservar a soberania e os interesses nacionais, advém da existência de forças modernas, bem equipadas, adestradas e em estado de permanente prontidão, capazes de desencorajar intimidações, agressões e ameaças. Neste caso, o Ministério da Defesa tem se empenhado na consolidação do Plano de Articulação e Equipamento de Defesa, planejamento que permitirá a implantação definitiva dos Projetos Estratégicos do Exército, indutores do nosso necessário Processo de Transformação.
Por vocação, o Soldado é despojado de si mesmo e desapegado de interesses materiais. Sua recompensa é seu íntimo orgulho de servir a Pátria. Sua ambição é ter meios para que possa bem cumprir sua missão, sem submeter-se a riscos desnecessários. Entretanto, por trás desse homem há uma família – o bem mais caro de todos nós –, onde repousa seu coração, e que precisa de condições compatíveis para viver com dignidade.
Por tudo isto, o Chefe Militar precisa liderar esses Soldados de vida espartana atento às suas necessidades, preservando-lhe o entusiasmo, a disciplina e a confiança. Sem isso, todo módulo da Força se anula.
Hoje, no Dia do Exército, como seu Comandante e com a lealdade que nos impõem os deveres militares em todas as circunstâncias, quero homenagear os homens e mulheres da nossa Força – mais de duzentos mil, na ativa, e outro tanto igual, em reserva, prontos para serem convocados – por suas incontáveis demonstrações de fé na missão, disciplina consciente, responsabilidade e capacidade de superar obstáculos. Soldados do Exército Brasileiro – de todos os postos e graduações, de ontem e de hoje, com ou sem farda!
Confiem na Política de Defesa Nacional e na Estratégia Nacional de Defesa do nosso Brasil; confiem na cadeia de comando – em todos os níveis, sob a autoridade suprema da Presidenta da República; confiem que as manifestações de entendimento das nossas urgências serão traduzidas em atos concretos; confiem na valorização da carreira que escolheram por vocação; confiem nos estímulos que recebem pelo seu profissionalismo; confiem que existe o tempo certo para semear, cultivar e colher!
A sociedade reconhece e confia no seu Exército. E o Exército, patrimônio dessa sociedade, somos todos nós. Sigamos servindo ao Brasil, unidos, altivos e confiantes – com o mesmo destemor dos heróis de Guararapes – prontos para enfrentar os tempos desafiadores.



Brasília, DF, 19 de abril de 2012.
General de Exército ENZO MARTINS PERI Comandante do Exército

Tiradentes

21 de  abril - Homenagem a Tiradentes
“Se dez vidas tivesse, todas eu daria”

Tiradentes
Um menino como outro qualquer

Em 1746 o Brasil era uma colônia empobrecida. Na capitania de Minas Gerais, cuja população não chegava a 200 mil habitantes, boa parte das muitas toneladas de ouro extraídas era recolhida pela Coroa portuguesa e seguia diretamente para Lisboa. Nesse mesmo ano, na fazenda de Pombal, à beira do rio das Mortes, a um passo de São João Del Rei e de São José Del Rei, nasceu Joaquim José da Silva Xavier. Ele era o quarto entre sete irmãos.
Joaquim José era filho de pai português , Domingos da Silva dos Santos, e mãe brasileira, Antônia da Encarnação Xavier, nascida em Minas. Três dos avós eram portugueses e a avó materna paulista. O menino Joaquim José cresceu na fazenda, onde seu pai sem grande sorte, dedicava-se à mineração. Até os nove anos de idade, Joaquim José foi um garoto como outro qualquer, dividido entre os brinquedos com os irmãos, os primeiros ensinamentos da mãe, a curiosidade pelo trabalho de mineração que se fazia em seu redor, as orações aprendidas na capela da fazenda, festas e procissões.
Seu pai nunca foi rico, mas tinha o suficiente. Aos nove anos, Joaquim José ficou órfão de mãe e aos onze perdeu o pai. Aí a família se desfez, cada irmão foi para um canto, Joaquim José para a casa do Padrinho, na Vila de São José. Joaquim José fora batizado na capela anexa a fazenda, tendo como padrinho o cirurgião Sebastião Ferreira Leitão e como madrinha Nossa Senhora da Ajuda. O padrinho Sebastião trabalhava na vila de São José: era especialista em arrancar dentes e substituí-los por novos. Tem-se como certo que foi Sebastião quem ensinou ao afilhado a arte de tirar dentes, além de completar sua alfabetização.

Tiradentes-Um jovem generoso e idealista
Alto magro, forte e vesgo, o menino virou rapaz, hábil no manejo dos ferrinhos com que arrancava dentes. Mas as aspirações de Joaquim José iam além de Minas e dos trabalhos de dentista. Vira muita fortuna se formar, muito aventureiro enriquecer, muito ouro sair da terra, embora o auge da mineração, lá por 1750, já tivesse passado. Agora, aos poucos, o ouro ia rareando. Portugal, com seu poderio reduzido, dependia das importações da Inglaterra mas continuava a viver na ostentação. O que pagava quase todas e o luxo português era o ouro do Brasil. Por isso, o rei acusava a gente da Colônia de burlar a Coroa, quando dizia que as minas estavam esgotadas. Joaquim José apesar de já conhecido como Tiradentes, deixou então de ser dentista, resolvendo primeiro transportar mercadorias numa tropa de burros e depois tentar a sorte nas Minas de ouro. Quando ia progredindo como tropeiro, meteu-se numa grande encrenca: socorreu um escravo que estava sendo castigado e acabou julgado por um tribunal, que o condenou a pagar pesada multa e as custas do processo. Por isso teve de vender seus burricos e mercadorias. O Escravo era propriedade do dono, Tiradentes não tinha o direito - disseram – de se intrometer.
Assim, em dezembro de 1775, aos 30 anos, o minerador sem sorte, o tropeiro tão popular nos caminhos de Minas e Rio, sempre pronto a tratar ou arrancar um dente e capaz de fazer curativos como poucos, sentou praça na 6ª Companhia de Dragões da capitania de Minas Gerais,. Por ser branco e descendente de portugueses cristãos, teve o privilégio de ingressar nas armas já como oficial, sem passar pelos postos subalternos. Tornou-se alferes, o que equivaleria hoje ao posto de 2º tenente.
Nos caminhos de Minas ficou seu riso e seu vozeirão: era conversador, tinha sempre um caso interessante para contar, todos gostavam dele. Soldado, Joaquim José destacou-se pela correção e coragem, primeiro em Minas, depois no Rio de Janeiro, capital da Colônia. Depois de sete anos de serviço- Os anos passavam e Tiradentes continuava um simples alferes, cansado de esperar por uma promoção, pediu baixa. Em 1787, foi para o Rio de Janeiro, onde tentou tornar-se empreiteiro de obras públicas. Já era, nesta época, grande defensor de ideais republicanos e apaixonado pela independência dos Estados Unidos, cuja Constituição estudava bastante.

A declaração de Independência dos americanos (4 de julho de 1776), escrita por Thomas Jefferson, sintetiza bem as concepções filosóficas da época: “São verdades indiscutíveis para nós: que todos os homens nascem iguais; que a todos concedeu o Criador certos direitos inalienáveis, entre os quais estão o da vida, liberdade e a busca da felicidade; que os homens, para assegurarem esses direitos, constituíram governos, cujos justos poderes emanam do consentimento dos governados. Que, toda vez que uma forma de governo contraria esses fins, é um direito do povo alterá-la ou abolí-la e instituir um novo governo, baseando seus fundamentos em princípios tais e organizando seus poderes de tal forma, que a eles pareça contribuir mais eficazmente para sua segurança e felicidade."
 Praticando a medicina para viver, foi ao mesmo tempo, fazendo grandes planos de engenharia. As suas diversas petições para obras estavam na Câmara Municipal e elas exigiriam enormes financiamentos.

Um encontro muito importante
Em 1788 conheceu José Alvares Maciel, que acabara de voltar de uma viagem pela Inglaterra. Da conversa sobre o projeto de construção de um mole, que Tiradentes pretendia erguer, o assunto logo passou para a situação do Brasil e os planos de independência. Maciel chegava da Europa alimentando sonhos de independência. Joaquim vinha de Minas, onde fervia a indignação contra o Governo. Os dois se somaram. A partir daí, foi introduzido no círculo de conspiradores da elite. Tornou-se um dos chefes militares do planejado levante e o elemento de ligação entre os inconfidentes. Os ecos da revolução francesa e a chegada de brasileiros recém-formados que vinham de Coimbra para Vila Rica acabaram por destacar um grupo que começou a reunir-se com regularidade na casa de vários homens ilustres da vila. Álvares Maciel, Cláudio Manuel da Costa, Francisco de Paula Freire de Andrade, Inácio José de Alvarenga Peixoto, Tomás Antônio Gonzaga, Silva Alvarenga e muitos outros já discutiam até a forma de governo que adotariam para o novo estado de coisas.

Um vilão entre os heróis
Em março de 1789, um dos conspiradores, Joaquim Silvério dos Reis, denunciou a conspiração. Silvério dos Reis devia enorme quantia ao Governo Português e para livrar-se das dívidas traiu os inconfidentes. Introduzido no movimento, conheceu todos os segredos. Tinha até uma missão para o dia da revolta: levaria duzentos escravos armados para guardar a estrada do Rio de Janeiro, por onde deveriam vir as tropas do vice-rei fies à Coroa portuguesa. Mas, eram outros os planos de Silvério dos Reis. Com todas as informações sobre a Inconfidência, a 15 de março de 1789 correu ao palácio de Barbacena para trocar a cabeça dos companheiros pelo perdão de suas dívidas. Neste instante crucial, o Alferes Joaquim José da Silva Xavier não estava em Vila Rica: tinha ido ao Rio com a desculpa de ver como iam os seus requerimentos de obras públicas, para conseguir o apoio da guarnição carioca. Sua ausência na hora da delação e da descoberta dos planos auxiliou o desmoronamento da rebelião.
Eram muitos os inimigos. Com apenas um bacamarte, nada pode fazer o Alferes quando foi preso no Rio. Dias depois, em Vila Rica, seus companheiros também eram detidos. Mais tarde, uma trágica expedição os levaria para o Rio de Janeiro. Ouvido em 22 de maio de 1789 negou tudo, continuou detido. Em 18 de janeiro de 1790, apareceu com resolução nova. Confessou. Não quis, entretanto, que seu ato fosse inútil e frustrado em libertar sua pátria, tentou ao menos salvar os companheiros. E confessou não só a sua participação, mas assumiu a culpa de todos. Mentiu ser o único chefe e apresentou os companheiros como inocentes a quem pervertera.

 “Se dez vidas tivesse, todas eu daria”   Tiradentes

Tiradentes Na morte de um homem, começa o amanhã
Tiradentes foi condenado á forca e seus companheiros deportados para África. Era 21 de abril de 1792. O ar estava cheio de vozes e de tambores. Às 7 da manhã, o negro Capitânia, que vai servir de carrasco, entra no oratório da cadeia, onde esta Tiradentes. Traz nos braços comprida e grossa corda e camisolão branco dos condenados a morte. O carrasco lhe pede perdão pelo que o obrigam a fazer. Tiradentes beija-lhe as mãos. E, sem roupa alguma, veste o feio manto dos que vão para a forca, dizendo:_Meu Salvador morreu também assim, nu, por meus pecados.
Os tambores não cobrem a voz de Tiradentes, que reza com o povo. Súbito, no meio de uma frase, um baque surdo. O bater dos tambores cresce, o corpo de Tiradentes balança no ar. São 11 horas e 20 minutos. O Sol vai alto. Tiradentes está morto.
Frei Raimundo de Penaforte o confessor, abençoa o corpo do herói. Mais tarde escrevia: “...Um espírito inquieto, um homem leal, esse Alferes Joaquim José da Silva Xavier, por alcunha Tiradentes, herói sem medo de todo um povo.” A coroa quisera, com espetáculo do enforcamento, afirmar o seu domínio sobre a colônia brasileira. Tiradentes tentara, com o sacrifício, salvar os companheiros e abrir ao povo caminho da emancipação política.”

No dia 21 de abril de 1792 foi enforcado no Rio de Janeiro Tiradentes. Seu corpo foi esquartejado e seus restos foram colocados em pontos principais de Vila Rica. Sua memória foi declarada infame bem como a de seus descendentes. Seus bens foram confiscados.
Quando o Brasil tornou-se independente, alguns anos depois, em 1867, sua memória foi reabilitada e ergueu-se um monumento a Tiradentes em Vila Rica. Com a República, Tiradentes foi declarado herói e o dia 21 de abril feriado nacional. A lei nº 4.897 de 9/12/1965 declarou-o “Patrono Cívico da Nação Brasileira.”

Fontes: Pesquisas em diversos livros didáticos, entre eles: Calendário Cívico Cultural-Ministério da Educação e Cultura-1969; Manual de Pesquisas-Enc. Ilustrada de Ensino Integrado; Grandes Personagens da Nossa História-Ed. Abril Cultural, etc.

20 abril, 2012




Povos Indígena



Em pleno século XXI a grande maioria dos brasileiros ignora a imensa diversidade de povos indígenas que vivem no país.


Estima-se que, na época da chegada dos europeus, fossem mais de 1.000 povos, somando entre 2 e 4 milhões de pessoas. Atualmente encontramos no território brasileiro 238 povos, falantes de mais de 180 línguas diferentes.


Os povos indígenas somam, segundo o Censo IBGE 2010, 817.963 pessoas. Destas, 315.180 vivem em cidades e 502.783 em áreas rurais, o que corresponde aproximadamente a 0,42% da população total do país.


A maior parte dessa população distribui-se por milhares de aldeias, situadas no interior de 670 Terras Indígenas, de norte a sul do território nacional.

Falar, hoje, em povos indígenas no Brasil significa reconhecer, basicamente, seis coisas:

• Nestas terras colonizadas por portugueses, onde viria a se formar um país chamado Brasil, já havia populações humanas que ocupavam territórios específicos;


• Não sabemos exatamente de onde vieram; dizemos que são "originárias" ou "nativas" porque estavam por aqui antes da ocupação européia;


• Certos grupos de pessoas que vivem atualmente no território brasileiro estão historicamente vinculados a esses primeiros povos;


• Os índios que estão hoje no Brasil têm uma longa história, que começou a se diferenciar daquela da civilização ocidental ainda na chamada "pré-história" (com fluxos migratórios do "Velho Mundo" para a América ocorridos há dezenas de milhares de anos); a história "deles" voltou a se aproximar da "nossa" há cerca de, apenas, 500 anos (com a chegada dos portugueses);


• Como todo grupo humano, os povos indígenas têm culturas que resultam da história de relações que se dão entre os próprios homens e entre estes e o meio ambiente; uma história que, no seu caso, foi (e continua sendo) drasticamente alterada pela realidade da colonização;


• A divisão territorial em países (Brasil, Venezuela, Bolívia etc.) não coincide, necessariamente, com a ocupação indígena do espaço; em muitos casos, os povos que hoje vivem em uma região de fronteiras internacionais já ocupavam essa área antes da criação das divisões entre os países; é por isso que faz mais sentido dizer povos indígenas no Brasil do que do Brasi.

A expressão genérica povos indígenas refere-se a grupos humanos espalhados por todo o mundo, e que são bastante diferentes entre si. É apenas o uso corrente da linguagem que faz com que, em nosso país e em outros, fale-se em povos indígenas, ao passo que, na Austrália, por exemplo, a forma genérica para designá-los seja aborígines.


Indígena ou aborígine, como ensina o dicionário, quer dizer "originário de determinado país, região ou localidade; nativo". Aliás, nativos e autóctones são outras expressões usadas, ao redor do mundo, para denominar esses povos.


O que todos os povos indígenas têm em comum? Antes de tudo, o fato de cada qual se identificar como uma coletividade específica, distinta de outras com as quais convive e, principalmente, do conjunto da sociedade nacional na qual está inserida.

Índios, Ameríndios

Genericamente, os povos indígenas que vivem não apenas em nosso país, mas em todo o continente americano, são também chamados de índios. Essa palavra é fruto do equívoco histórico dos primeiros colonizadores que, tendo chegado às Américas, julgaram estar na Índia.
Apesar do erro, o uso continuado - até mesmo por parte dos próprios índios - faz da palavra, no Brasil de hoje, um sinônimo de indivíduo indígena.
Como há certas semelhanças que unem os índios das Américas do Norte, Central e do Sul, há quem prefira chamá-los, todos, de ameríndios. Os índios ou ameríndios são, então, os povos indígenas das Américas.

Em décadas passadas, uma outra palavra era bastante usada no Brasil para designar genericamente os índios: silvícolas ("quem nasce ou vive nas selvas"). O termo é totalmente inadequado, porque o que faz de alguém indígena não é o fato de viver ou ter nascido na "selva".



Quem é índio?


Por Eduardo Viveiros de Castro, pesquisador e professor de antropologia do Museu Nacional (UFRJ) e sócio-fundador do ISA.

Índio é qualquer membro de uma comunidade indígena, reconhecido por ela como tal.
Comunidade indígena é toda comunidade fundada em relações de parentesco ou vizinhança entre seus membros, que mantém laços histórico-culturais com as organizações sociais indígenas pré-colombianas.


As relações de parentesco ou vizinhança constitutivas da comunidade incluem as relações de afinidade, de filiação adotiva, de parentesco ritual ou religioso, e, mais geralmente, definem-se nos termos da concepção dos vínculos interpessoais fundamentais própria da comunidade em questão.

Os laços histórico-culturais com as organizações sociais pré-colombianas compreendem dimensões históricas, culturais e sociopolíticas, a saber:


• A continuidade da presente implantação territorial da comunidade em relação à situação existente no período pré-colombiano. Tal continuidade inclui, em particular, a derivação da situação presente a partir de determinações ou contingências impostas pelos poderes coloniais ou nacionais no passado, tais como migrações forçadas, descimentos, reduções, aldeamentos e demais medidas de assimilação e oclusão étnicas;
• A orientação positiva e ativa do grupo face a discursos e práticas comunitários derivados do fundo cultural ameríndio, e concebidos como patrimônio relevante do grupo. Em vista dos processos de destruição, redução e oclusão cultural associados à situação evocada no item anterior, tais discursos e práticas não são necessariamente aqueles específicos da área cultural (no sentido histórico-etnológico) onde se acha hoje a comunidade;


Outras Leituras


Em abril de 2006, o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro falou à equipe de edição da Enciclopédia Povos Indígenas no Brasil. Leia No Brasil, todo mundo é índio, exceto quem não é
• A decisão, seja ela manifesta ou simplesmente presumida, da comunidade de se constituir como entidade socialmente diferenciada dentro da comunhão nacional, com autonomia para estatuir e deliberar sobre sua composição (modos de recrutamento e critérios de inclusão de seus membros) e negócios internos (governança comunitária, formas de ocupação do território, regime de intercâmbio com a sociedade envolvente), bem como de definir suas modalidades próprias de reprodução simbólica e material.


Autoria de texto: http://pib.socioambiental.org/pt/c/no-brasil-atual/quem-sao/quem-e-indio
http://pibmirim.socioambiental.org/quem-sao

Povos indígenas no Brasil

Quem são


Existem mais de 230 povos indígenas no Brasil.
São mais de 600 mil pessoas!


A maioria dos indígenas vive em Terras Indígenas e o restante em diferentes cidades do país.
Os índios que vivem no Brasil falam muitas línguas. São cerca de 180 línguas indígenas!
A diversidade de culturas e línguas entre os povos indígenas no Brasil era muito maior na época da chegada dos colonizadores.
Muitos estudos indicam que no século XVI havia entre 2 e 4 milhões de índios. Eles pertenciam a mais de mil povos e falavam mais de mil línguas diferentes!


Conheça e leia mais sobre os povos indígenas no Brasil em:




Este site do Instituto Socioambiental é muito interessante para as crianças, professores e educadores.


http://www.socioambiental.org


Datas especiais do mês de abril

19 de Abril- Dia do Índio

Identidades Emergentes



“Nos últimos anos, aumenta o número de populações que passam a reivindicar pública e oficialmente a condição de indígenas no Brasil. Trata-se de famílias que, miscigenadas e territorialmente espoliadas, deslocadas e concentradas ao longo do tempo, reencontram, no presente, contextos políticos e históricos favoráveis à retomada de identidades coletivas indígenas (um povo, um nome).
O processo não é exclusividade do Brasil; casos semelhantes são conhecidos em outros Estados nacionais contemporâneos como, por exemplo, a Bolívia e a Índia. Em nosso país, aparece mais claramente em décadas recentes, quando histórias regionais passam a ser reestudadas, os direitos indígenas, mais reconhecidos e respeitados, e as organizações de apoio aos índios atingem um estado mais efetivo de consolidação. “

Autoria do texto: Leia mais em http://www.socioambiental.org

18 abril, 2012

O Sítio do Picapau Amarelo é uma criação do escritor brasileiro Monteiro Lobato.


O Sítio Picapau Amarelo, obra da literatura infanto-juvenil é muito educativa e divertida. Desde o primeiro livro da série, publicado em 1920, em todas as publicações posteriores e nos episódios adaptados para TV, Lobato encanta crianças, jovens e adultos, por toda alegria e criatividade dos textos e com seus personagens muito carismáticos.

Monteiro Lobato escreveu outros livros infantis de sucesso, com os personagens do Sítio: Emília, Narizinho, Pedrinho, Marquês de Rabicó, Conselheiro, Quindim, Visconde de Sabugosa, Dona Benta, Tia Nastácia, Tio Barnabé, Cuca, Saci, etc. Os personagens principais moram ou passam boa parte do tempo no sítio pertencente à avó dos garotos, batizado com o nome de Picapau Amarelo, de onde vem o título da série.




Imagem dos personagens do Sítio (atores da Rede Globo de TV)-Seriado da Temporada de 2003



Sítio do Picapau Amarelo- Personagens



• Emília – A divertida Boneca de pano.
• Visconde de Sabugosa - Sábio boneco de sabugo de milho.
• Pedrinho e Narizinho - As crianças que protagonistas das histórias.
• Dona Benta - Avó de Pedrinho e Narizinho, dona do Sítio do Picapau amarelo.
• Tia Nastácia – A querida Cozinheira do Sítio.
• Tio Barnabé - Um homem da roça. Ele que ensinou Pedrinho a caçar Sacis.
• Marquês de Rabicó - O porquinho guloso e atrapalhado, que só pensa em comida.
• Conselheiro - O sábio burro falante que, como o próprio nome já diz, dá sempre bons conselhos para os outros personagens.
• Quindim - Um rinoceronte amigo de todos.
• Cuca - Uma bruxa que persegue os protagonistas do Sítio.
• Saci - Personagem do noso folclore brasileiro. Grande amigo de Pedrinho.

Atualmente o Canal Viva está apresentando o Sítio de segunda à sexta às 13 horas. Saiba tudo sobre as curiosidades e detalhes da produção do Sítio em:
http://canalviva.globo.com/programas/viva-nostalgia/materias/sitio-do-picapau-amarelo

Assista a alegre chamada do Sítio do Picapau Amarelo no Canal Viva.





18 de abril- Dia Nacional do Livro Infantil em homenagem ao nascimento de Monteiro Lobato

Assista o divertido vídeo do Sítio do Picapau Amarelo- 2001



por LeandroMatias
18 de abril - Dia Nacional do livro infantil em homenagem ao nascimento de Monteiro Lobato



“Um país se faz com homens e livros”

Monteiro Lobato

Em 18 de abril, comemoramos o Dia Nacional do Livro Infantil, em homenagem a Monteiro Lobato. Um dos maiores escritores brasileiros, autor de livros infantis.

Lobato nasceu em Buquira, município de Taubaté, em São Paulo. Neste dia, o Brasil presta homenagem a um grande brasileiro que sempre se preocupou com o desenvolvimento do País. Lutou pela exploração do petróleo no Brasil.

José Renato Monteiro Lobato é seu nome de batismo. Foi advogado, jornalista, editor e escritor. Escreveu os primeiros livros da literatura infantil nacional. Em 1920 publica seu primeiro livro infantil A menina de Narizinho Arrebitado.

Entre suas criações infantis, encontra-se o Sítio do Picapau Amarelo, onde nos apaixonamos com os personagens Dona Benta, Pedrinho, Narizinho, Tia Nastácia, A bonequinta Emília, Visconde de Sabugosa, Tio barnabé e o Marquês de Rabicó.

É muito importante conhecermos e valorizarmos toda a obra literária do querido José Bento Monteiro Lobato, pelo seu grande exemplo de leitor que desde os 7 anos de idade, já se interessava em ler os livros de seu avó, O visconde de Tremembé.

Além de Monteiro Lobato, a nossa literatura é ricamente representada por outros grandes escritores, que também produziram maravilhosas obras infantis, tais como:

. Érico Veríssimo, que escreveu, para as crianças, Os três porquinhos pobres, As aventuras de Tibicuera, além de outras obras famosas.

. Ziraldo, que escreveu o Menino Maluquinho, entre tantos outros livros para crianças.

.Ruth Rocha, seus livros fazem imenso sucesso entre a garotada. A árvore do Beto, Bom dia, todas as cores, A cinderela das bonecas, Marcelo, marmelo, martelo; e muitos outros interessantes e divertidos livros infantis.

Leiam também Ana Maria Machado, Eva Furnari, Lygia Bojunga, Rachel de Queiroz e todos os nossos grandes autores nacionais.

15 abril, 2012

História da Biblioteca Infantil Grandes Autores

Sonho de Menina


Era uma vez...
...uma menina que com uns sete anos de idade, transitava entre o mundo “real” e o maravilhoso mundo da imaginação infantil...

No dia-a-dia eu não tinha amigos na vizinhança para brincar. Mas, não me faltaram àqueles amiguinhos que só nós vemos e que ao crescermos, sem que percebamos, eles desaparecem. Ficando com muito carinho, em nossas lembranças.
Algumas pessoas costumam chamá-los de amiguinhos imaginários. Eu creio que são bem reais e fazem parte do universo infantil, como anjinhos protetores.
Recebi muito amor de minha mãezinha e mesmo com uma infância de condição financeira muito modesta, nada me abatia. Sempre fui criativa e alegre.
Tudo a minha volta despertava-me interesse e virava diversão: as plantinhas, os bichinhos do jardim. Eu adorava observá-los e ficava encantada com o fato de serem tão pequeninos...
O que eu mais gostava mesmo era de minha árvore especial, que crescera num barranco. Companheira bem velhinha. Suas grossas raízes me serviam de escada. Ela possuía poucos galhos e a maior parte do ano quase não tinha folhas, era careca... Seu tronco meio oco, servia para que eu escondesse meus preciosos tesouros: Caixinhas de fósforos cheias de botõezinhos e conchinhas do mar, desenhos, saco de biscoitos (para comer depois), tampinhas, retalhinhos, etc.
Minha amiga árvore formava um tipo de colo, que me cabia direitinho. Era como o colo da vovó. Lá do alto eu via o mundo de uma altura de uns três metros ( Naquele tempo me pareciam ser muito mais altos!). Quem passava embaixo de minha árvore não me via, só se olhasse para cima. Como é comum, os adultos, não olharem muito para o céu (Infelizmente, pois a cada dia, Deus nos renova as esperanças, pintando no Céu, um novo e lindo quadro, repleto de luzes...), eu tinha meu lugarzinho secreto, só meu. E, que só eu sabia... Tá! Tudo bem! A mamãe também conhecia, mas, só ela!



O tempo foi passando e um dia, fui apresentada a um lindo livro infantil na escola, não me lembro a história, mas recordo que ele tinha muitas figuras coloridas. Fadas, príncipe, princesa e floresta encantada...Certamente era da Cinderela...
Eu rapidamente virei uma princesa e minha árvore-vovó, tornou-se meu castelo e meus amiguinhos " imaginários" eram os súditos, reis e rainhas...
Aquele livrinho mágico, fez parte de meu universo!
A escola primária e a secundária tinham poucos livros e mamãe não podia comprar outros, nas livrarias. Cresci com pouco acesso ao Amigo Livro. Fiquei com muita vontade de ler.
Desde mocinha, sonhava em ter uma biblioteca onde muitas crianças pudessem se enriquecer com as maravilhosas histórias dos livros infantis.
Casei, recebi de Deus uma linda menina e o tempo passou. Jamais esqueci meu sonho. Vindo a concretizá-lo no dia 1/01/2008.
Meu esposo e minha filha, foram fundamentais neste sonho realizado. Por termos poucos recursos, decidimos montar a biblioteca em nosso lar, no andar térreo.
Busquei orientação junto à Prefeitura do Rio (Ouvidoria da Cultura) e procurei colaboradores para divulgarmos a biblioteca e arrecadarmos livros infantis.

Inauguramos a Biblioteca Infantil Grandes Autores, com pouco livros e estantes feitas com portas de armários que buscávamos nos condomínios próximos. Os primeiros títulos doados vieram da comunidade. O Jornal Globo Barra veio conhecer a Biblioteca Infantil Grandes Autores e noticiou nosso trabalho em incentivo à leitura, através de uma atenciosa entrevista. Assim como os Jornais de Bairro Tocha e o Jornal Caminho das Vargens, Recreio, Barra e Camorim. E, A TV Brasil (EBC) também nos trouxe muito carinho e auxiliou na divulgação da Biblioteca.
Com todo este imprescindível apoio, as doações foram surgindo e a biblioteca Infantil Grandes Autores hoje tem um ótimo acervo, com títulos disponíveis para toda a família, para universitários e profissionais. O espaço é singelo, mas muito bem organizado e principalmente é repleto de amor e alegria.
Meu Lar-Biblioteca tem um ambiente muito especial e acolhedor... Uma magia que envolve a todos. O encantamento de inúmeros autores, com suas histórias maravilhosas, ricas de conhecimento, colorido, fantasias, aventuras e sonhos.

Lendo histórias para os pequeninos eu me emociono com o brilho em seus olhinhos, lembro de minha infância e da primeira fábula que tive contato. Lembro o quanto àquele livro foi especial...

A Palhacinha Marronzinha trouxe mais alegria para a biblioteca. Esta personagem ganhou vida no dia 12 de outubro, dia das crianças. Mas também já fazia parte de meus sonhos e de muitos projetos que aos poucos estão se concretizando e enriquecendo a Biblioteca, com muita luz e magia.

Sentadinhos no tapete, ouvindo-me contar historinhas ou lendo e brincando com a Marronzinha, as crianças viajam, dão asas à imaginação... Em contato com nossos amados autores da literatura infantil elas interagem com um mundo criativo e um universo a ser revelado.
Ainda não tenho formação artística ou acadêmica. Assim como os leitores de nossa biblioteca, também estou ampliando meus conhecimentos com o amigo livro e tenciono voltar a estudar.
Busco sempre orientar-me com profissionais e tudo aqui é feito com muito amor e responsabilidade. Desejo melhorar nosso espaço e adequá-lo para os novos projetos. Temos dificuldades financeiras. Mas, sei que Deus, por ter me possibilitado esta edificante tarefa, em função da fraternidade, não irá nos desamparar e receberemos auxílio de colaboradores e parcerias.

Mais amigos estão chegando e com eles estou recebendo importantes orientações, como da OAB-Barra- Assessoria de Assuntos Comunitários- representada pelo Dr. Márcio Dias.

A Biblioteca Infantil Grandes Autores é meu Sonho de Menina que realizei com o mundo maravilhoso da leitura.

Hoje na Biblioteca Infantil Grandes Autores e com todos estes maravilhosos escritores,todo menino pode ser um grande aventureiro, um bravo guerreiro e toda menina pode transformar-se em princesa, rainha ou fada...


Aqui, vivem especiais momentos, que certamente guardarão em seus corações para sempre e que contribuirão na formação de indivíduos harmonizados e felizes.

Sirlene C. Costa

Lembrando que nossa Biblioteca é apenas uma contribuição à Cultura do amigo livro. Temos em Jacarepaguá a querida Biblioteca Municipal Cecília Meireles (referência em nosso Bairro e sempre divulgada neste Blog). E, nas Escolas Públicas, há ótimas bibliotecas e salas de leitura, onde os professores e outros educadores dedicam-se com muito carinho e capacidade profissional à Projetos maravilhosos em incentivo à leitura.

10 abril, 2012

Presidenta Dilma Rousseff afirma que Rio+20 não terá espaço para discutir fantasia




Presidenta Dilma Rousseff durante reunião do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, no Palácio do Planalto. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Rousseff afirmou no dia 4 de abril de 2012, que o Brasil deve propor na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, um novo paradigma de crescimento que seja realista, e não fantasioso, levando em conta a realidade de outros países que, ao contrário do Brasil, não têm os recursos necessários para implementar uma matriz energética predominantemente renovável e limpa.

“Temos uma missão até mais difícil, que é propor um novo paradigma de crescimento, que não pareça a alguns absurdamente etéreo ou fantasioso. Porque ninguém numa conferência aceita discutir a fantasia, ela não tem espaço para a fantasia, eu não estou falando da utopia, essa aí até pode ter, eu estou falando da fantasia. Eu tenho que explicar para as pessoas como é que elas vão comer, como é que elas vão ter acesso a água e energia. Eu não posso falar que é possível só com energia eólica iluminar o planeta, não é. Só com energia solar, de maneira alguma. Por isso é que tem que ter base científica a nossa discussão”

Segundo a presidenta, que participou no Palácio do Planalto de reunião ordinária do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, a discussão das propostas sobre desenvolvimento sustentável na Rio+20 não pode ignorar o fato de que há milhões de pessoas sem as condições básicas de vida.

“Eu tenho que entender que eu não faço proposta, e essa é responsabilidade do Brasil, só para si mesmo, olhando para o seu próprio umbigo. Nós teremos de fazer propostas encarando o mundo, encarando o fato de que tem milhões e milhões de pessoas sem as condições mínimas de vida”.

De acordo com a presidenta, o Brasil tem que ter uma postura de liderança na Rio+20, por ser um exemplo para o mundo na produção de energia renovável. Mas por outro lado, segundo Dilma, o Brasil também deve ter uma postura humilde e entender que outros países terão dificuldades em executar mudanças na sua matriz energética.

“Temos de ter uma dupla atitude em relação a Rio+20, por um lado nós temos que ser a liderança de dizer que pode fazer porque é possível fazer, porque nós fizemos, e falar além disso com humildade, que nós temos de fazer mais, mas de outro lado, temos que entender que alguns países têm grandes problemas para dar saltos”.

A reunião do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, que tem como função gerenciar a incorporação das questões sobre mudanças climáticas nas diversas etapas das políticas públicas, teve a presença dos ministros do Meio Ambiente, Izabella Teixeira; da Casa Civil, Gleisi Hoffmann; e de Relações Exteriores, Antonio Patriota; além de representantes da indústria, dos sindicatos, de organizações não-governamentais e de universidades. O secretário-executivo do fórum, Luiz Pinguelli Rosa, também esteve presente.

Autoria do texto e imagens: Blog do Planato:http://blog.planalto.gov.br

08 abril, 2012


Oi, amadíssimos amigos e amigas, vim desejar uma Feliz Páscoa, com muito chocolate, mas principalmente com muita paz e amor.

Beijinhos da Palhacinha Marronzinha!



Feliz Pascoa
mensagens de feliz pascoa para orkut




8 de abril- Dia Mundial de combate ao câncer

http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/area/2/principal.html


Portal da Saúde



Câncer de mama e de colo de útero
O que são

O câncer de mama é o segundo tipo mais frequente de câncer no mundo, e o mais comum entre as mulheres. Somente em 2010, o Brasil registrou mais de 49 mil novos casos e 11,8 mil mortes pela doença de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA). Ele é seguido pelo câncer de colo de útero, o segundo que mais aparece na população feminina, e que constitui a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. Por ano, faz 4,8 mil vítimas fatais e apresenta 18.430 novos casos.


Os dois tipos de câncer, contudo, têm chances altíssimas de cura caso descobertos em estágios iniciais. Para a mama, a cura fica em torno de 90% se o tumor for diagnosticado precocemente. No caso do colo do útero, chega a 100%. “A cura é tão alta, quanto mais cedo for descoberto e, para isso, a única coisa que as mulheres precisam fazer são os exames de prevenção, que são simples e estão disponíveis na rede pública”, explica Alexandre Pupo, ginecologista com especialidade em câncer de mama e ginecológico do Hospital Sírio-Libanês (São Paulo-SP).


Além da realização de exames preventivos periódicos, é importante, segundo os médicos, estar atenta aos fatores de risco e de proteção. Atitudes simples como manter uma alimentação saudável e peso adequados, por exemplo, ajudam na prevenção do câncer de mama. O consumo de gordura animal faz com que sejam acumuladas substâncias tóxicas ao organismo que não são eliminadas. Elas agem no corpo como o estrogênio, favorecendo o câncer de mama.
A hereditariedade também é um fator que influencia no aparecimento do câncer de mama. Cerca de 10% dos casos da doença são ocasionados por uma mutação genética hereditária. Portanto, mulheres que já tiveram tias, primas, mãe ou outro parente próximo com o tumor, devem começar a fazer exames preventivos mais cedo. “Se uma prima, por exemplo, teve câncer de mama aos 40 anos, a mulher deve começar a fazer mamografia dez anos antes desta idade, aos 30, portanto, neste caso”, diz Pupo, do Sírio-Libanês.


O adiamento da primeira gravidez para depois dos 30 anos também é fator que traz maior risco de câncer de mama, já que o organismo fica sendo mais tempo bombardeado por estrogênio, um hormônio que favorece o câncer de mama. Segundo Alfredo Barros, mastologista do Hospital Sírio-Libanês, essa mudança no hábito das mulheres fez a incidência do tumor aumentar muito no século XX. Já a ausência de gestações faz com que a mulher deixe de receber alguns hormônios protetores produzidos pela placenta. A amamentação por períodos menores, outro hábito que tem se tornado regra, segundo o médico, também traz maior risco de câncer de mama.


Quanto à pílula anticoncepcional, de acordo com o INCA, ainda não há comprovação de que seja um favorecedor do aparecimento desse tipo de tumor. Já a ingestão de álcool, mesmo em quantidade moderada, também é contra-indicada.
No caso do colo de útero, o principal fator de risco é o HPV, ou papilomavírus, sexualmente transmissível. Quase 100% dos tumores de colo de útero tem origem do HPV. Contudo, é importante ressaltar que apenas cerca de 2% das mulheres que foram infectadas por HPV costumam apresentar o tumor. “Muitas das lesões que surgem pelo HPV acabam regredindo espontaneamente e só precisam de uma observação clínica”, diz Glauco Baiocchi Neto, diretor de Ginecologia do Hospital A. C. Carmargo (São Paulo-SP). A prevenção do HPV é feita por meio de uso de preservativo. Também há no mercado brasileiro vacinas para duas variedades do vírus.
Outros fatores que podem facilitar o aparecimento do câncer de colo de útero são o tabagismo e o uso prolongado de pílulas anticoncepcionais.

“De forma geral, manter uma boa qualidade de vida e fazer os exames periódicos já é bastante importante para se proteger dessas duas doenças”, diz Pupos, do Sírio-Libanês.



Fontes:
Ministério da Saúde
Hospital Sírio-Libanês
Hospital A. C. Camargo
Instituto Nacional do Câncer (INCA



Autoria do vídeo e do texto: Obtenha mais informações sobre o câncer, a prevenção e tratamento. E, outras importantes informações sobre saúde, no Portal da Saúde
http://www.brasil.gov.br/sobre/saude
Exército Brasileiro- Braço Forte - Mão Amiga
http://www.exercito.gov.br/web/guest


..." a Amazônia brasileira, é, hoje, uma prioridade nacional. Permitam-me, apenas a título de ilustração, mostrar-lhes algumas características dessa região:

• área de 5,2 milhões de Km2;
• densidade populacional de 3,2 hab/km2;
• 1/3 das florestas tropicais da Terra;
• maior diversidade biológica do planeta;
• maior bacia de água doce do mundo.

A Amazônia tem sido objeto de muita controvérsia na imprensa mundial e sobre ela muitos falam, inclusive inverdades. Essa região é detentora de exuberantes fauna e flora. Suas riquezas estão praticamente intocadas e minuciosos levantamentos indicam que abriga uma das mais extraordinárias províncias minerais do universo.
Tudo isso deixa evidenciado que a Amazônia é, já há muito tempo, área estratégica de alto interesse para os brasileiros. Impõe-se a urgente necessidade de integrá-la ao ambiente nacional e articulá-la com os nossos vizinhos, também depositários desse patrimônio. Este é o motivo principal da prioridade nacional hoje emprestada à nossa Amazônia. Para ela orienta-se o destino manifesto do Brasil.




O Exército, presente na Amazônia desde o início do século XVII, vem ampliando seu dispositivo pela instalação de diversas unidades de fronteira. Tais unidades representam pólos de desenvolvimento, em torno dos quais, como ocorreu no passado, crescem núcleos habitacionais, garantidores da presença brasileira e de nossa soberania.
Essa ação pioneira e desbravadora que o Exército Brasileiro realiza, não apenas na Amazônia, mas em outras regiões do País, é , conforme já dissemos, parte intrínseca da sua missão constitucional.
Colaborando com o povoamento em áreas longínquas, proporcionando um mínimo de infraestrutura até que chegue o desenvolvimento, fornecendo serviços básicos, este trabalho silencioso é a parcela concreta de colaboração do Exército ao desenvolvimento da Nação".

O Exército e o Meio Ambiente
O terreno sempre foi considerado um dos fatores preponderantes da decisão no planejamento das operações militares. Os exercícios e as manobras realizadas para o adestramento da tropa procuram simular a guerra, o mais próxima possível de uma situação real. Para tanto, os campos de instrução são preservados para oferecer o cenário adequado para cada situação que o combatente poderá defrontar-se no campo de batalha. Hoje, esses campos de instrução formam verdadeiras ilhas de coberturas vegetais preservadas nas áreas mais antropizadas das diversas regiões do país.
Cooperando com os órgãos que cuidam da preservação ambiental, o Exército tem feito acordos e convênios com o IBAMA, com polícias especializadas e diversos outros órgãos, para o fornecimento de apoio logístico nas atividades de fiscalização ambiental.
É comum as organizações militares, em conjunto com as comunidades que as acolhem, fazerem trabalhos de limpeza, recuperação de áreas verdes e plantio de árvores.


Autoria do texto: http://www.exercito.gov.br


Visitem o lindo site oficial do Comando do Exército Brasileiro. Dispõe informações, histórico, links, noticias e musicas.

http://www.exercito.gov.br

Vamos conhecer o nosso Exército Brasileiro-Braço Forte- Mão Amiga
A Força da Nossa Força


Missão e Visão de Futuro

Missão
- Preparar a Força Terrestre para defender a Pátria, garantir os poderes constitucionais, a lei e a ordem.
- Participar de operações internacionais.
- Cumprir atribuições subsidiárias.
- Apoiar a política externa do País
.

Visão de Futuro do Exército
Ser uma Instituição compromissada, de forma exclusiva e perene, com o Brasil, o Estado, a Constituição e a sociedade nacional, de modo a continuar merecendo confiança e apreço.
Ser um Exército reconhecido internacionalmente por seu profissionalismo, competência institucional e capacidade de dissuasão. Respeitado na comunidade global como poder militar terrestre apto a respaldar as decisões do Estado, que coopera para a paz mundial e fomenta a integração regional.
Ser constituído por pessoal altamente qualificado, motivado e coeso, que professa valores morais e éticos, que identificam, historicamente, o soldado brasileiro, e tem orgulho de servir com dignidade à Instituição e ao Brasil.

Síntese dos Deveres, Valores e da Ética do Exército
Patriotismo - amar à Pátria - História, Símbolos, Tradições e Nação - sublimando a determinação de defender seus interesses vitais com o sacrifício da própria vida.
Dever - cumprir a legislação e a regulamentação, a que estiver submetido, com autoridade, determinação, dignidade e dedicação além do dever, assumindo a responsabilidade pelas decisões que tomar.
Lealdade - cultuar a verdade, sinceridade e sadia camaradagem, mantendo-se fiel aos compromissos assumidos.
Probidade - pautar a vida, como soldado e cidadão, pela honradez, honestidade e pelo senso de justiça.
Coragem - ter a capacidade de decidir e a iniciativa de implementar a decisão, mesmo com o risco de vida ou de interesses pessoais, no intuito de cumprir o dever, assumindo a responsabilidade por sua atitude.


Leia mais sobre o nosso amado Exército Brasileiro- Missão e Visão do Futuro: em http://www.exercito.gov.br/web/guest/missao-e-visao-de-futuro


Ações Cívico-Sociais




As Ações Cívico-Sociais ou ACISO são atividades realizadas pelo Exército Brasileiro para prover assistência e auxílio a comunidades, desenvolvendo o espírito cívico e comunitário dos cidadãos, no país ou no exterior, para resolver problemas imediatos e prementes

Serviço Militar




O Serviço Militar consiste no exercício de atividades específicas desempenhadas pelas Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica) e compreenderá, na mobilização, todos os encargos com a Defesa Nacional.
O alistamento deve ser realizado por todo jovem brasileiro, do sexo masculino, no período de 1º de janeiro a 31 de maio do ano em que o cidadão completar dezoito anos, na Junta de Serviço Militar (JSM) mais próxima de sua residência. Caso esteja residindo no Exterior deverá procurar os Consulados ou Embaixadas do Brasil.
Ao término da SELEÇÃO realizada pela Comissão de Seleção (CS) o cidadão poderá ser designado para a prestação do Serviço Militar Obrigatório, em uma Organização Militar da Ativa, ser matriculado Órgão de Formação de Oficiais da Reserva (CPOR/NPOR) caso possua o grau de escolaridade igual ou superior à 3ª série do Ensino Médio ou em um Tiro de Guerra.
A Diretoria de Serviço Militar (DSM) é o órgão de apoio técnico-normativo, encarregado de dirigir, orientar, coordenar e controlar as atividades ligadas ao Serviço Militar, no âmbito do Exército, em todo o território nacional.



Veja onde se alistar
https://www.sermilweb.eb.mil.br/sermilweb/jsm.action

Autoria dos textos e origem das fotos:http://www.exercito.gov.br/web/guest/acoes-civico-sociais



MENSAGEM URBI ET ORBI
DE SUA SANTIDADE JOÃO PAULO II

Domingo de Páscoa

1. Mane nobiscum Domine!
Fica connosco, Senhor! (cf. Lc 24,29).


Com estas palavras os discípulos de Emaús
convidaram o misterioso Viajante
a permanecer com eles, no entardecer
daquele primeiro dia depois do sábado
em que o inacreditável tinha acontecido.
Conforme a promessa, Cristo ressuscitara;
mas eles ainda não o sabiam.
Porém as palavras do Viajante ao longo do caminho
tinham aos poucos aquecido seus corações.
Por isso Lhe fizeram o convite: “Fica connosco”.
Depois, sentados em volta da mesa da ceia,
reconheceram-no ao “partir o pão”.
E logo a seguir Ele desapareceu.
Diante deles ficou o pão partido,
e no seus corações a douçura daquelas suas palavras.


2. Caríssimos Irmãos e Irmãs,
a Palavra e o Pão da Eucaristia,
mistério e dom da Páscoa,
permanecem ao longo dos séculos como memória perene
da paixão, morte e ressurreição de Cristo!
Também hoje, Páscoa da Ressurreição,
nós, com todos os cristãos do mundo repetimos:
Jesus, crucificado e ressuscitado, fica connosco!
Fica connosco, amigo fiel e seguro apoio
da humanidade a caminho pelas estradas da vida!


Tu, Palavra viva do Pai,
infunde certeza e esperança naqueles que buscam
o verdadeiro sentido da sua existência.
Tu, Pão de vida eterna, nutre o homem
faminto de verdade, liberdade, justiça e paz.


3. Fica connosco, Palavra viva do Pai,
e ensina-nos palavras e gestos de paz:
paz para a terra consagrada pelo teu sangue
e empapada com o sangue de tantas vítimas inocentes;
paz para os Países do Médio Oriente e da África,
onde continua a ser derramado muito sangue;
paz para toda a humanidade, sobre a qual sempre grava
o perigo de guerras fratricidas.


Fica connosco, Pão de vida eterna,
partido e distribuído entre os comensais:
dá-nos também a força de uma solidariedade generosa
para com as multidões que, ainda hoje,
sofrem e morrem de miséria e fome,
dizimadas por epidemias letais
ou prostradas por desastrosas catátrofes naturais.
Em virtude da tua Ressurreição
possam elas também participar de uma vida nova.



4. Também nós, homens e mulheres do terceiro milénio,
necessitamos de Ti, Senhor ressuscitado!
Fica connosco agora e até ao fim dos tempos.
Faz que o progresso material dos povos
jamais ofusque os valores espirituais
que são a alma da sua civilização.
Ampara-nos, Te suplicamos, no nosso caminho.
Nós cremos em Ti, em Ti esperamos,
pois só Tu tens palavras de vida eterna (cf. Jo 6,68)
Mane nobiscum, Domine! Aleluia!

Do Vaticano, 27 de Março de 2005, Páscoa da Ressurreição.
http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/messages/urbi
Amigo(A)

Abre teu coração às blandícias do amor e cultua no imo dálma o Amigo incondicional que veio das planuras espirituais para nos impregnar com suas amorosas vibrações e despertemos para o entendimento da vida. Para “termos vida, e vida em abundância”. Assim disse Ele:”Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”
Cultua o Divino Amigo em todos os instantes de tua vida; quando tudo te correr a feição lembra-te que Ele está contigo; e quando te achares em aflição recorda-lhe o convite amoroso, “Vinde a mim...”
Nesta Páscoa lembra-O com mais fervor; mas não na oportunidade da mesa farta, mas na silenciosa catedral de tua alma quando o sino da consciência tange o despertar e te encontres só, tu e Ele... Tu, fisicamente, com a consciência que és espírito eterno, imortal e Ele te acolhendo amorosamente.
Amigo(a), Feliz Páscoa que o Senhor da Vida e Jesus este Mestre Sublime e Divino Amigo de nossas almas, iluminem e abençoem a todos de vosso lar.



Palavras amigas inspiradas da mensagem de Luz do Centro Espírita Filhos de Deus-Rio de Janeiro

06 abril, 2012

Assista este belo vídeo, com a música Quando eu quero falar com Deus- De nosso amado cantor brasileiro Roberto Carlos


Receba em seu coração muita Paz e muita Luz.



Creia, Deus nos ouve e nos mostra o caminho, seguindo Jesus




Bom dia amados irmãos brasileiros. Bom dia para quem veio trabalhar, estudar ou visitar nossa pátria. Sejam todos bem-vindos.

Bom dia para todos os corações do mundo, do planeta Terra e para os orbes e colônias espirituais. Que recebamos de Deus bençãos de paz, amor e fraternidade. Que nosso Mestre Jesus sempre possa educar e guiar nossas mentes e sentimentos em função da nossa autoiluminação, em função do Bem e do Amor Universal.

Sirlene C. Costa

01 abril, 2012

Declaração de amor ao Brasil




Eu te amo meu Brasil! Agradeço a Deus por ser filha desta Pátria abençoada por todos os deuses do bem.
Terra mãe, fértil e onde tudo que se planta dá.
Nenhum lugar no mundo tem suas belezas.
Céu azul, matas, rios, cachoeiras, mares infindos...
Pássaros, flores de todos os perfumes e amores entre raças e credos diversos...
Povo alegre, honesto, pacífico e trabalhador.
Eu te amo Brasil. Sempre te amarei.
Você é um lindo sonho realizado!
Que todos possamos nos unir para cuidarmos de você.
Que cada um de nós, faça o possível para tentarmos retribuir o que tanto nos propicia.
País querido, rogo que Deus abençoe a todos que se dedicaram a você. Todos que se dedicaram a defender nosso território, nossa liberdade, nossas riquezas naturais...
Que Deus proteja e fortaleça todos que lutam diariamente pela preservação da nossa fauna, da flora, do ar, da água, da vida...
Que principalmente, estejamos atentos as nossas crianças e todas recebam proteção, educação, respeito e carinho.
Eu te amo Brasil! Tenho orgulho de ser brasileira!
Deus te conserve Livre e Feliz.



Sirlene C. Costa